A integração entre ensino, pesquisa e extensão e o Projeto Político Pedagógico (PPP) dos cursos foram apontados como meios de tornar os currículos mais aptos a atender demandas sociais e do mercado de trabalho.
A Pró-Reitoria de Extensão apontou a dificuldade que muitos cursos ainda têm de agregar atividades extensionistas às disciplinas.
“A graduação deve passar de mera transmissora de conhecimentos à facilitadora da participação ativa dos alunos”, argumentou a Pró-Reitora Geyza Pimentel. Ela lembrou que a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão nas universidades é prevista na Constituição Brasileira de 1988.
O estágio extracurricular, as atividades complementares e aplicação dos conhecimentos em comunidades foram defendidas como propostas a serem implementadas pelos PPPs. “Por isso sugerimos que cada unidade acadêmica possua uma Coordenação Setorial de Extensão para discutir estas questões”, declarou Geyza.
A flexibilidade das disciplinas em formação profissional foi apontada pelo palestrante Professor Stélio Júnior do Instituto de Geociências. Os Tópicos Especiais adotados por cursos como Ciências Sociais, Comunicação Social e Zootecnia são ministrados de acordo com as demandas atuais de cada área.
“Mas será que os tópicos especiais atendem os interesses dos alunos ou apenas se adeqüam aos conhecimentos dos professores?”, questionou Andrea Estevam, aluna de Ciências Sociais. Uma questão que rende muita discussão, mas que talvez pode ser respondida a curto prazo pelo comentário do palestrante Stélio Soares.
“O próprio PPP deve ser flexível para ser repensado um ou dois anos depois de sua aprovação”. Quem sabe assim a aluna tem sua preocupação atendida?
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